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eu sou aline e odeio falar sobre eu mesma. nunca sei o que é relevante. portanto, a única coisa que consigo dizer sobre esse tema é "I'm just trying to be a better person."

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muito tempo depois...
13 de novembro de 2009 19:48
Qualquer pessoa que já leu esse blog sabe que só escrevo quando alguma coisa realmente me inspira.
E nos últimos meses eu tenho mais lido do que escrito.
Mas agora me deu vontade de relatar que além de calor, é claro, sinto cheiro de mudanças.

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antes e depois.
1 de outubro de 2009 23:22
Antigamente eu fazia terapia pra descobrir qual era o motivo que me fazia chorar por horas, dias seguidos.
Eu ia em busca do motivo da minha angústia, da minha agonia e ansiedade.
Ia em busca do que é que tinha cavado aquele buraco no meu peito.

Hoje vou pra terapia pra chorar os meus problemas.
Sei muito bem quais são e o que fazer pra resolvê-los.

Só que eu não consigo chorar como antes, não falo mais dos problemas como antes.
Eu simplesmente faço o que tem que ser feito.

Mas enquanto dói e é pesado levar esse macaco nas costas, eu vou ๠terapia pra chorar o que tem ser chorado, falar disso e não sentir vergonha de me sentir vulnerável.

E fora da sessão de terapia, como diria uma pessoa querida da minha irmã, continuo fingindo naturalidade.



¹ Eu vou usar a crase pra sempre. Principalmente porque sei usá-la!

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Desejo...
7 de julho de 2009 09:58
Queria ser assim, menos masoquista.

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"A alma é cheia de mistérios."
26 de junho de 2009 03:06
Estou relendo Dom Casmurro. O meu livro favorito de todos no mundo. Incluindo Neil Gaiman, Douglas Adams e J.K. Rowling.
Bem, as vezes me pergunto porque gosto tanto desse romance.
Acho que é porque fala de um homem que teve a felicidade nas mãos e que a perdeu gradativamente vendo o crescimento da criança que carregava seu nome. E no fim, só ficou a decepção e amargura.
É exatamente por isso que eu gosto.
(Mentira. É porque é perfeitamente mágico e bem escrito.)
Mas no fim das contas é isso o que me encanta.
Alguém que no fim das contas vivia numa boa, mas que era infeliz e sozinho, porque as pessoas que ele mais amou o enganaram e escrotizaram. Eu também teria ficado daquele jeito.
E confesso, tenho medo de sofrer algo do gênero.
Sempre tenho.

Michael Jackson morreu e foi a gota d'água pra minha tpm chegar.
Não que eu tenha ficado triste em si com a morte dele, mas é o fim de um hábito: de se ter Michael Jackson como referência de algo desde o nascimento.
Mas na verdade não é isso que me deprime no momento.
É o fato de que sou sensível demais e no mundo de hoje isso não dá.
Porra, quantas vezes por semana eu choro porque alguém foi cruel ou ruim comigo ou com outra pessoa?
E o pior é fingir naturalidade¹ pras pessoas, porque elas ficam incomodadas com o fato de eu ser tão sensível e chorar e me importar com essas coisas.
Cansa.
Mas não desisto. E nem mudo esse meu jeito não.
Eu sei que estou certa, sei que assim eu me sinto realmente ser humano, criatura ligada à natureza e aos meus instintos de preservação da espécie e não de destruição e humilhação alheia.

Bem, tatuei no meu pulso: What goes around, comes around. A minha consciência tá tranquila.
Sei que só vou receber o que dei de melhor em retorno.
Porque eu realmente quero ser uma pessoa melhor.

Melhor e menos insegura.

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fim de período.
10 de junho de 2009 20:14
Ai, como eu quero que esse período acabe.
Hoje a coordenadora falou que período que vem será o módulo corporal. Aprenderemos drenagem linfático com aparelho, manual, massagem modeladora... Muito mais legal que o módulo administrativo.
Cansei já de estudar em como ser dona de spa, clínica ou qualquer estabelecimento de estética que me dê na telha em abrir.

Ah, e é fim de período pra todo mundo, né? Pra mim, pro namorado e pros amigos.
Ficar acordada até altas horas vendo Evangelion ou jogando Lego Star Wars! =D

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Under my skin.
7 de junho de 2009 02:10
Ai, ser Aline as vezes é meio enlouquecedor...
Incrível como eu sei o grau de destruição do meu ciúmes, mas não sei fazer com que acabe menos comigo.
Eu sei que meu ciúmes é patológico e prometo que nem sou daquelas garotas que não desconto pro namorado. Mas é claro que sempre tem uma ex-namorada biscate pra urubuzar um relacionamento que vai bem.
E nada me tira mais do sério do que isso.

Mas tudo bem... O namorado achou linda a minha crise de ciúmes.
E deixei ele achar linda, porque ele anda na linha!

Second chances they don't ever matter, people never change
Once a whore, you're nothing more, I'm sorry that'll never change
And about forgiveness, we're both supposed to have exchanged
I'm sorry honey, but I'm passing up, now look this way
Well there's a million other girls who do it just like you
Looking as innocent as possible to get to who
They want and what they like, it's easy if you do it right
Well I refuse, I refuse, I refuse!


;)

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o poder dos hormônios.
1 de junho de 2009 15:08
Incrível a capacidade que os hormônios tem.

É óbvio que estou de tpm. Somente mulheres na tpm escrevem sobre hormônios. Também não é pra menos... Pelo menos a minha tpm ou é absurdamente dolorosa ou absurdamente alucinante.
A da vez é nenhuma gota de dor de cabeça ou cólica, mas todas as paranóias na cabeça!

O auto-sabotador fica sensível e qualquer coisa explode e me coloca no fundo do poço.
O mundo vira meu inimigo e desabo de chorar.
No fundo, eu sei que nada do que estou pensando agora é totalmente verdade, mas o que fazer quando se perde o controle e minha cabeça não pára de pensar nessas coisas repetidamente?

Ainda bem que a Tina está doidíssima no cio aqui em casa. Assim vejo que não é só a minha espécie que sofre com os hormônios!
E o que me deixa mais agoniada é que terei tpm pra todo o sempre, mesmo que eu tire meu útero a tpm estará lá!


E como trilha sonora da paranóia do momento:

The Other Way
Weezer

I want to help you
But I don't know how
I want to soothe you
But I can't speak out
I have many fears
About rejection
I have many memories of pain
I have always been a little shy
So I'll turn and look the other way

[Chorus:]
Other way
Other way
I will turn and look the other way

I want to hold you
But I am afraid
I want to touch you
But I'm not that way
I have many doubts about my motives
I have many fears about my greed
I have always hurt the one that I love
So I'll turn and look the other way

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O presidente do boteco.
22 de abril de 2009 22:51
Meu primo de primeiro grau está se tornando a cópia do meu pai. Isso não é um exagero... Só falta o bigode de Felipão! O jeito de xingar, reclamar, rir... Tudo! Igualzinho.
E está no Rio de Janeiro realizando o sonho do meu pai de dividir o apartamento com alguém que não reclame do seu jeito tosco de viver.

Ontem meu pai o levou para o boteco da esquina aka seu escritório. E hoje meu primo nos revelou coisas incríveis do lugar.
Eu já sabia que existia a caravana do butiquim para Aparecida todo santo ano e que meu pai ia mega feliz. Até me dá de presente medalhinha abençoada de lembrancinha.
Agora já sei que meu pai é idolatrado no butiquim, é chamado de presidente e os colegas de bar queriam seriamente fazer meu pai se candidatar a vereador.
Descobri que o dono deste boteco, o Bar do Marreco, mora em Copacabana enquanto o bar é no pé do Morro dos Macacos em Vila Isabel.
Marreco também tem contas a pagar como todo bom cidadão.
E que quando ele precisa dar uma saidinha para enfrentar as filas do banco, meu pai fica de substituto atrás do balcão.

De verdade, eu preciso ver isso um dia!
Quando no mundo eu iria imaginar meu pai todo popular, aclamado pelo povo e imunizado de assaltos locais?

É sério, isso é sensacional.

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Filhotes.
09:36
Ai, mas eu fico cada dia mais apaixonada!
Os vídeos já tem uma semana, mas amanhã ou hoje mesmo ainda filmo mais!





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Fobias.
7 de abril de 2009 23:26
Hoje dei início a mais uma etapa da minha terapia.
Resolvi revelar à minha terapeuta que tenho fobia de insetos urbanos. Estes seriam as baratas e as lacraias.
Ano passado estudei em psicologia que uma fobia ela é a projeção de uma idéia, de um trauma.
Percebi que não é possível que eu, Aline Hermann, que peida e arrota que nem um moleque com o namorado, seja fresca por causa de baratas e afins.
E tem 1 semana que eu tentei matar uma lacraia da maneira mecânica, tipo pisando.
Mas eu não consigo. Eu travo. Começo a tremer e alguma coisa me impede.
Prometo que eu acho que se eu pisar num desses seres, os restos mortais dele vai ficar preso pra sempre na sola do sapato e serei morta em nome da vingança de milhares irmãozinhos da minha vítima. Ou que se eu tentar pisar num deles e errar, eles vão se virar com um machado e arrancar minha cabeça.
É tipo isso mesmo.

É óbvio que ainda não sei o porquê da minha fobia de insetos urbanos, mas estou desesnvolvendo uma boa linha de raciocínio. Tive boas revelações de coisas sobre eu mesma.
Adoro saber que ainda não me conheço totalmente e que posso ser melhor.
E menos maluca.

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Yoda.
31 de março de 2009 20:52
Eu tenho certeza que as pessoas que trabalham com o público e me atendem pacientemente, concluem que sou maluca de verdade.
Hoje por exemplo eu estava completamente Yoda falando com as pessoas.

- Boa tarde!
- Boa tarde! É, pra Praça Saens Peña. É pra onde vamos.
Pauso e continuo:
- Assim, não é examente na Praça. Atrás do Shopping 45, tem uma rua. Atrás. Então é pra lá.
Taxista e ri e apenas dirige.
E pra completar o momento passageira louca, fiquei rindo de um cara que não conseguia estacionar e falando sozinha. Garanto que se fosse uma mulher estariam todos na rua rindo e apontando! Hahá! Se fudeô, otário!

Sei lá porquê eu faço isso. Só sei que faço.
As vezes eu acho que tenho preguiça de falar e tento encurtar as frases, mas como hoje também pode ser mongolice mesmo. Eu percebo que estou fazendo isso e começo a prestar atenção.
Só assim não me levam de uma vez pro pinel.

Ao mesmo tempo eu penso que divirto as pessoas que estão trabalhando arduamente.
Por exemplo quando vou à loja de celular e pergunto sobre o celular que tem tecladinho ou quando pergunto se tem caixa da Caixa Eletrônica Federal.
Coisas assim.

Ou como foi segunda no aeroporto.
Chego no balcão com o Franz pra fazer o check-in e voltar pra casa.
Dou meu RG, a atendente confere meu vôo, eu confirmo e ela faz umas perguntas adicionais:
- Na sua bagagem de mão tem objetos cortantes ou inflamáveis?
Prontamente eu respondo:
- Não, não. - E sorrio e ela continua:
- Está gestante?
- Não, não. - E respondo sorrindo.
- Não tá mesmo, amor? - pergunta o Franz.
- Claro que não! Eu tomo pílula, né?
- Ah, vê lá, hein! - E o Franz ri.
A atendente fica sem graça, perde a fala, olha pros lados, ri e me dá minha passagem.

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Instinto.
24 de março de 2009 05:12
Eu ainda estou impressionada em como a natureza é foda.
A Tina, gatinha que apareceu aqui em casa grávida, deu cria na sexta-feira à noite.
Fiz como a veterinária recomendou e fiquei observando caso a gata precisasse de ajuda. Como ela resolveu dar cria em cima da cama da minha mãe, eu só coloquei os travesseiros entre a parede e a cama pros filhotes não cairem, porque assim que cheguei no quarto e vi que tinha chegado o momento, a Pretinha estava quase caindo!

A Tina engravidou com 6 meses no seu primeiro cio. E pelo o que já li de gatos, isso equivale a 9 anos humanos.
Então ela deu cria com quase 8 meses, o que equivale a 12 anos humanos.
E eu fiquei impressionada em como ela sabia exatamente o que fazer.
A hora de relaxar, o que limpar, quando limpar, o que comer...
Ela comeu todas as placentas direitinho e cortou os cordões umbilicais sem erro.

Isso tudo só me fez pensar numa afirmação que escutei não tem muito tempo que não existe mulher que não saiba ser mãe. Toda mulher sabe ser mãe e ponto final.
Agora vejo que essa afirmação está certa.

Porque o instinto animal é a coisa mais certa que existe e acredito que o ser humano faz questão de lutar contra isso muitas vezes.
Depois do parto da Tina eu consigo entender mães de assassinos e aquelas mães que dão sangue e suor pelo o bem dos filhos. É uma coisa óbvia, natural e que tem que acontecer assim.
E ao mesmo tempo agora me dá mais raiva de mães que abandonam os filhos, que os maltrata e que até matam.

Definitivamente isso é contra as leis da natureza.

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