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oi, meu nome é aline
e odeio falar sobre eu mesma. nunca sei o que é relevante. portanto, a única coisa que consigo dizer sobre esse tema é "I'm just trying to be a better person."
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Aline contra uma lacraia - número 974
14 de abril de 2008 @ 03:48
Ai, gente! Não dá!
Quem mora em casa e no subúrbio do Rio de Janeiro sabe que é um forte candidato a ter um encontro inusitado com uma lacraia. Na maioria das vezes isso me ocorre no banho. E é horrível, porque o banho é o momento em que você fica mais vulnerável. Você está lá sem roupa, sem calçado, distraído, olhando pro teto enquanto lava os cabelos... Aí quando você olha pro ralo... Vem uma lacraia nadando na água! É terrível! Você fica desconcertado de verdade! Você não sabe se taca o sabonete nela e sai correndo ou se sai correndo e do lado de fora você taca o sabonete. Enfim, por isso todos os ralos daqui de casa são fechados depois do banho. Temos cobrinhas de pano nas portas de casa e toda semana passamos creolina no quintal e nos ralos. Existe dedetização incluindo lacraias. E muito eficientes. São caras, mas valem a pena. O único problema aqui em casa são os gatinhos. Fico preocupada deles terem alguma reação alérgica. Ainda mais o Bolinha que tem asma nervosa, sinusite e rinite alérgica. (Sim, o gato gordo sem rabo tem tudo isso. Ele é muito especial!). Mas o episódio de hoje não foi no banho. Acordei as 2:45am ansiosa e sem sono. Informando que resolvi dormir por volta de umas 11pm. Levantei, tomei água, fiz carinho na Olga e liguei a tv. Até que vejo a Olga e o Bolinha olhando fixamente pra mesmo ponto que curiosamente se movia. E a gracinha entrou pela porta do meu quarto como uma carro alegórico entra na sapucaí. Me veio o pânico, o desespero, "Ai, tô sozinha em casa e não sei matar inseto!". Só que eu não podia deixar a infeliz curtindo meu quarto, porque os gatos sempre querem brincar com ela e correm o risco de levar uma mordida. E por mais que o veneno não mate, sei que dói horrores. Imagina só o meu gato-gordo-sem-rabo-alérgico-tadinho levando uma ferroada no focinho? Fui valente e peguei o inseticida. Só lembrei que tava descalça no banheiro e que meu chinelo estava debaixo da cama: exatamente aonde tinha visto a lacraia indo quando corri pro banheiro pra pegar o veneno. Quando voltei, com a lata numa mão e uma régua de madeira de 60cm na outra com a função de pescar meus chinelos, o Bolinha correu assustado(duh! E a novidade?) e a Olga olhava pro móvel que tem a tv(se ela fosse uma criança estaria apontando, pulando e gritando: "Mãe! Ela tá ali ó, mãe! Ela tá ali!"). Graças à minha inteligente gatinha, fui na pista certa. Lá tava a infeliz. Taquei muito inseticida e depois de algum tempo ela morreu. Ela relutou, mas morreu. Aí eu fui pegar o álcool pra limpar. Mas antes taquei álcool e fogo. Mentira. Eu não conseguia acertar os fósforos acesos na bicha. Aí peguei 1km de papel toalha e tirei o cadáver do meu quarto. Limpei todo o rastro de inseticida e fui tomar um chá de erva cidreira, porque, menina... Fiquei à flor da pele. Foi mais uma saga Aline versus Insetos. |